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22/03/2017

Esclarecimentos sobre a presença de arsênio no arroz

Esclarecimentos sobre a presença de arsênio no arroz

Recentemente, diversas reportagens circularam em sites de notícias, jornais e rádios, alertando a população sobre a presença de arsênio no arroz e os riscos que este elemento representa à saúde dos consumidores. Tais reportagens apresentam métodos alternativos para o cozimento do arroz, com o intuito de reduzir o teor de arsênio nos grãos.

A resposta do setor arrozeiro foi imediata. A Associação Brasileira de Indústrias de Arroz (Abiarroz), o Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) e a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) apresentaram notas oficiais, com esclarecimentos baseados em resultados de pesquisas feitas por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e até mesmo por pesquisadores da Universidade de Harvard.

Em material produzido para o canal do Labgrãos no Youtube, o Professor Nathan Vanier explica que diversos fatores interferem na presença de arsênio nos grãos de arroz, como a concentração de arsênio no solo e na água de irrigação, a presença de transportadores de ácido silícico/arsênio em função de fatores genéticos das cultivares, assim como fatores ambientais e de manejo da cultura.

O Diretor Comercial do IRGA, Tiago Sarmento Barata, informou que a consolidação do arroz como base da alimentação de dois terços da população mundial fala por si só: “Isso só descredencia absolutamente o arroz de qualquer papel de vilão à saúde humana” - comenta. O presidente da Federarroz, Henrique Dornelles, lembra que órgãos da saúde, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por meio do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), já atestaram a sanidade do arroz produzido no Rio Grande do Sul. Ainda, o presidente reforçou que os mananciais e o solo gaúcho não possuem indícios de contaminação por metais pesados.

O Professor Nathan Vanier explica que o arsênio é um elemento que ocorre no ar, na água, no solo e é muito comum em alguns alimentos, como em peixes e crustáceos, e salienta: “Estudos epidemiológicos realizados por renomados grupos de pesquisa não apontaram correlação alguma entre o consumo de arroz, seja na forma de grãos integrais ou polidos, com a ocorrência de câncer”.

Para mais informações, confira o vídeo disponível em nosso canal clicando aqui.